sábado, 27 de setembro de 2025

Eu Sou La Banca - por Izaak Costa.


Com este projeto piloto, busco trazer a tona a importância que o pesquisador peruano, Reynaldo Jônatas La Banca, teve para o Ingá.

Neste episódio eu interpreto um La Banca, por me reconhecer no lugar de uma pessoa não natural desta cidade, mas que se encanta com o lugar, pesquisa e lida com a frustação de não ser reconhecido. Esta situação, no entanto, não é exclusividade dos estrangeiros.

Em todo caso, este trabalho precisa continuar, eu posso ser o La Banca de hoje, retomando seu trabalho. E os outros que por ventura se identifiquem, também o podem.

Créditos:
Música tema - Regresa de Lucha Reyes, 1970.
Slides dos anos 70 das Itacoatiaras de Ingá - Reynaldo Jônatas La Banca (Arquivo de Alexandre Ferreira).
Fotografias de La Banca - Arquivo de Alexandre Ferreira.

Texto, produção e edição - Izaak Costa.

Projeto piloto apresentado na disciplina de Projeto II do curso de Arte e Mídia - UFCG de Campina Grande-PB.
Orientador - Ian Costa Cavalcanti.


Ao longo de minha vivência com o tema da história e da cultura ingaense, principalmente através do professor Alexandre Ferreira, ouvi relatos de como era a presença de La Banca na sociedade ingaense, um homem incompreendido, fora de “seu lugar”, um estrangeiro.  Ferreira (2017) conta de um terno listrado que o pesquisador frequentemente utilizava em ocasiões especiais, conta de um seu cachimbo a la Sherlock Holmes. A figura é tamanha que Ferreira (2018) lhe dedicou uma matéria com o título “LA BANCA: O Indiana Jones que teve o tempo perdido!”. Nesta matéria, o historiador atentava para o fato deste pesquisador não ser reconhecido pelos ingaenses. 


Conhecido pelos moradores mais antigos do Ingá como “Seu La Banca”, segundo as pesquisas de Ferreira (2017) publicadas no blog O Ingaense, “foi a partir de seu trabalho que o mundo passou a conhecer as pedras, e as Itacoatiaras se tornaram referência do Ingá para o mundo” e que, dada a sua importância, podemos dividir a história do turismo no Ingá em “antes” e “depois” de Seu La Banca.

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